"Sinal" Nº 53 - Março de 2004

 
   
Principais Destaques  
.................................................................................................  
Conhecer os nossos Professores  
   
Paula Feteira (Educação Física)
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Quando era pequena sonhava algum dia vir a ser professora?

Sonhei, desde sempre…

Há quantos anos é professora nesta escola?

Faz agora 12 anos.

Qual foi a turma que mais a marcou durante a sua carreira? Porquê?

Um 9º ano de Desporto, no primeiro ano que dei aulas. Uma turma heterogénea, complicada, mas, no final, a vitória foi de todos. Outra foi uma turma de NEE, necessidades educativas especiais, do 7ºano que funcionou com 16 alunos e foi um trabalho extremamente gratificante, uma proposta que resultou.

Qual o livro e filme de que mais gostou até ao momento?

O filme, aos seis anos, foi "Música no Coração". Agora gosto de filmes como "Forest Gump" e a "Lista de Schindler". De autores gosto, em especial, de Eça de Queirós. Dos livros que li, gostei do Equador do Miguel Sousa Tavares, Boa tarde às pessoas daqui debaixo do António Lobo Antunes, Paula da Isabel Allende e Ensaio sobre a cegueira do Saramago, que me deixou pouco confortável com a vida.

Qual a sua comida favorita?

Peixe, qualquer peixe, menos fanecas, e gosto daquela comida tipicamente portuguesa como feijoada e cozido.

Dos países que já visitou, qual o que mais a fascinou? Porquê?

Vivi em Angola e, seguramente, isso marcou-me para a vida inteira. A dimensão da vida, os valores, os cheiros, os sabores, o calor... deixam-nos mais optimistas para com a vida. Os recantos do nosso país são fabulosos, um rectângulo tão pequeno e com recantos óptimos.

Qual o seu passamento favorito?

Caminhar, ler, estar com os amigos, dão-me muito prazer.

Qual o seu ídolo?

Neste momento não tenho. Aprecio quem luta pela liberdade, pelos direitos, pela igualdade de valores, pessoas que são honestas e íntegras, essas são os meus ídolos.

Tem alguma filosofia de vida?

Tenho. Ser positiva acima de tudo, lidar com as questões da vida positivamente. Lidar com a vida já é muito difícil, sorrir é muito bom.

Participa em algum clube nesta escola?

No Clube de Dança, onde há desde dança de salão a dança moderna, entre outras actividades de ginásio. Com música temos feito coisas bem giras e é um grupo misto.

Estamos no ginásio às terças das 16 às 18 horas, e às sextas das 14.30 às 16.10.

Desde quando é que despertou este interesse pela dança?

Quando estava em Aveiro, na 2ª classe, vi o "Lago dos Cisnes" e apaixonei-me pela dança. No ISEF, optei no 4º ano pela especialização em dança.

Uma mensagem para os leitores do SINAL.

Participem, leiam e apreciem. A participação e empenho pode ser o descobrir de uma vocação, trampolim para a vida, se o saber não ocupa lugar, é bom aprender.

   
António Tavares (Economia)
   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Quando era pequeno sonhava algum dia vir a ser professor?

Não, nunca me passou pela cabeça. Quando era jovem pensei ser advogado e fui durante sete anos. Mas descobri que não tinha "pachorra" para essa profissão.

Há quantos anos é professor nesta escola?

Se não me engano, desde 1992.

Qual a turma que mais o marcou durante a sua carreira? Porquê?

Eu tive , há muitos anos, uma turma excepcional do ponto de vista da vocação dos alunos. Era uma turma de economia. Todos, ou quase todos os alunos, gostavam e interessavam-se por assuntos económicos. Eu sentia que havia muito entusiasmo da parte deles.

Qual o livro e o filme de que mais gostou até ao momento?

Não posso dizer um livro apenas. Gosto sobretudo de poesia. Gosto de autores como Álvaro Campos, Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Alexandre O'Neill, Luíza Neto Jorge, Florbela Espanca. Mas há um livro que acho que foi escrito para mim, chama-se A Queda de Albert Camus. É difícil dizer só um filme também. Mas gosto dos filmes do Bergman, do Fellini, do Buñuel, do Scorcese e, mais recentemente, dos irmãos Cohen. Mas não tenho muita paciência para o cinema, gosto mais de teatro.

Qual a sua comida favorita?

Todas. Só não gosto de salada russa. Gosto de cozido à portuguesa, sopas, feijoada e gosto muito de pão. Em suma, gosto de tudo o que faz mal.

Dos países que já visitou, qual o que mais o fascinou? Porquê?

Visitei poucos, porque não sou muito de viagens. Gosto de estar sentadinho no meu canto. Detesto fazer as malas, detesto aeroportos, detesto estações de comboio. Até já perdi um avião, portanto, estão a ver o jeito que eu tenho para viajar! Normalmente, viajo nas viagens dos meus amigos, ou seja, nas fotografias, nos postais, nos cartões que trazem, nas histórias que contam...

Qual é o seu passatempo favorito?

Tudo o que eu faço é passatempo, ou seja, eu não estabeleço nenhuma hierarquia no que faço. Há uma expressão portuguesa que diz "Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque"; para mim é tudo conhaque! Gosto de fazer tudo!

Tem alguma filosofia de vida? Qual?

Tenho, que é "Carpe diem", vive o momento. O passado já foi, o futuro logo se vê, o que interessa é o presente. Acho que nada é tão sério que mereça que não nos possamos rir disso, razão pela qual, o riso e o escárnio são a melhor postura perante o mundo e a vida. É um pouco a filosofia do Valente Soldado Schveik.

Qual é o seu ídolo?

A minha filha é a pessoa que mais admiro.

O que o leva a escrever peças e a dirigir o Clube de Teatro?

Gosto de escrever e gosto de teatro, por isso, consigo juntar estes dois gostos numa mesma actividade. Escrever é ultrapassarmo-nos, é irmos para além de nós próprios, da nossa realidade, por isso é que não gosto de viajar. Posso estar aqui sentado com uma esferográfica e um papel...E o teatro é fazer do verbo carne.

O que é que o fascina no teatro?

Fascina-me a possibilidade de transformar em realidade aquilo que está apenas nas palavras, ou seja, a transfiguração da própria realidade. O teatro é uma arte simples, nua, despida de artifícios.

Onde vai buscar inspiração para escrever as suas peças?

Nas pessoas, naquilo que vejo, no que ouço, no que leio.

Uma mensagem para os leitores do Sinal.

Que leiam e que se mantenham "vivos". E se a maior parte dos leitores são jovens, que sejam desassossegados, rebeldes, inconformados, é isto que significa estar "vivo".

 

 

 

Ana Morgado 9ºB

Adriana Marques 9ºB

Joana Batista 9ºB